Legionella é um gênero de bactérias que possui mais de 50 espécies conhecidas, possuindo em torno de 71 sorogrupos que são frequentemente atualizado com novas descobertas e que já foram descritas ao menos 21 espécies com a capacidade de infectar humanos. Ainda que a virulência da Legionella não esteja totalmente desvendada, sabe-se que o subtipo mais comum (em mais de 90% dos casos) nas pneumonias diagnosticadas é a Legionella pneumophila sg 1 (sorogrupo 1). Outra espécie que tem ganhado bastante atenção é a Legionella longbeachae que, ao contrário das demais é encontrada no solo colocando em risco pessoas que desempenham atividades relacionadas princialmente à jardinagem.

Chama-se legionelose toda infecção ocasionada por bactérias do gênero Legionella. Há dois quadros clínicos distintos e amplamente identificados como legioneloses:

  • Febre Pontiac – muito similar a uma gripo forte, não pneumônica, com febre, dores de cabeça e musculares e sem complicações. Não há casos documentados de complicação e tãopouco há dados sobre sua frequência na população. Contudo sabe-se que os sintomas surgem de 12 a 36 horas após a inalação de gotículas de água com a Legionella e que ela pode atingir a mais de 50% dos que tiveram contato com a bactéria.
  • Mal dos legionários – pneumonia atípica extremamente agressiva, com febre, diarréia, dores de cabeça, entre outros sintomas. Acredita-se que chega a acometer a mais de um terço das pneumonias que necessitam de internação. Sua taxa de fatalidade está em torno dos 15 a 20% quando adquirida na comunidade e alcança mais de 50% quando nosocomiais (adquiridas em intituições de saúde).

A legionelose é causada quando micro gotículas de água que contenham a bactéria são inaladas  pelo hospedeiro e conseguem alcançar o alvéolo. A legionella é um parasita natural de protozoários (em especial a ameba), embora possa viver e se desenvolver livremente na água. Ao alcançar o alvéolo, os glóbulos brancos incumbidos da proteção do organismo absorvem a Legionella no intuito de a neutralizar. Dentro do glóbulo branco a Legionella aciona os mesmos mecanismos que utiliza quando infecta os protozoários impedindo sua destruição. Neste ponto, ela encontra um ambiente seguro e propício para seu desenvolvimento e passa a se reproduzir e a aumentar em número, infectando outros tantos glóbulos brancos.

Segundo estatísticas sobre as pessoas que tiveram o mal dos legionários definiu-se a população mais susceptível:

  • idade superior a 40 anos
  • homens (75% dos casos)
  • doenças respiratórias
  • problemas respiratórios
  • sistema imunológico comprometido
  • fumantes